Tive que vender para pagar…

Essa passagem é hilária e confesso que só me inspirei a escrever sobre ela depois de comentar sobre com minha filha Amnye. Ela desacreditou que eu havia comprado uma terra, morado nela por 2 anos inteiros sem pagar nada e ainda saí de lá com dinheiro no bolso. Para as experiências de vida que a Amnye já teve (aluguel caro, pouco dinheiro para comida, nenhum para roupas e sapatos… inconcebível tal passagem milagrosa).

Mais uma verdade que, de tão cabeluda, qualquer mentira mal contada convenceria mais fácil kkkk

O fato é que quando a Marly encontrou um sítio que eu finalmente gostei, o proprietário não estava com a documentação dele em dia e ela sugeriu depositar o valor da compra (12mil acho) em juíz. Assim eles receberiam assim que entregassem a documentação prometida.

Por algum motivo que não lembro o dinheiro ficou na minha conta, livrinho da silva, adivinha? Dois anos depois quando a documentação saiu o dinheiro já tinha evaporado sob meus cuidados.

Calhou justamente de ser o período que a Yasmim tinha nascido e eu tinha voltado a morar em Capão (pois a Marly tinha levado minha mãe para uma casa de repouso (contra a minha vontade) e eu não queria mais ficar ali olhando o vazio.

Então corri atrás de um comprador para a terra (agora com benfeitorias: o galpão e a casa da D.Li) a fim de recuperar o dinheiro para pagar a terra.

…e não é que eu consegui?!

A fábrica de cimento de Ribeirão estava comprando terras justamente no meu bairro (Tamanduá). Foi uma longa negociação mas finalmente fechamos negócio e nos encontramos os 3 “Eu, o antigo dono e o novo dono” no cartório, para o fechamento do negócio, pagamento etc e tal. Imagina a cena?

Por conta da demora o antigo dono pediu pagamento de juros, mas o novo dono estava pagando mais por conta das benfeitorias, então, ainda sobrou dinheiro para comprar uma Pálio Weekend e pegar estrada em busca de um novo sítio (onde eu supostamente levaria minha mãe quando a “roubasse” de volta kkkkk).

 

Bem cabeluda essa né?

Comments

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