✓Enxerguei minha família

Lembro que por volta dos 3 anos, certa noite, acordei e ouvi uma gritaria. Morávamos no Guarapiranga, em São Paulo. Fui ver o que estava acontecendo e vi minha mãe segurando uma cadeira de pernas pro ar enquanto todos gritavam. Eu voltei para o quarto, peguei minha cadeirinha e fui pra cozinha participar da ocorrência. Não lembro o que aconteceu depois.

Meus avós maternos, Adelina Fabret e Cezário Bellini. Eu, meu pai, minha mãe e aquela moça ali abraçando meus avós deve ser a Marly.

Estas ocorrências não eram incomuns.

Lembro de minha irmã correndo em volta da perua, fugindo do meu pai que queria bater nela.

Lembro da gente recolhendo os brinquedos da garagem, bem rapidinho, porque meu pai tinha chegado e queria estacionar o carro. Da Vânia, que era vizinha. Da Ana e do Wagner morando perto. Da ocorrência do guarda roupas e do acidente onde fui atropelada por uma bicicleta e fui ser dama de honra no casamento deles com a cara mais feia que já tive na vida.

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